terça-feira, 21 de setembro de 2010
Exercicio Atos dos Apóstolos
I parte
Importante: em cada questão há quatro alternativas (a, b, c, d). Apenas uma está correta. Assinale com “X“ entre os parênteses correspondentes á alternativa que achar correta:
1 – O autor do livro de Atos é o mesmo autor do evangelho:
a- ( ) João
b- ( ) Mateus
c- ( ) Lucas ou
d- ( ) Marcos
2 – Uma das primeiras preocupações da igreja foi preencher a vaga deixada por Judas Iscariotes, no seio apostólico, quem o substituiu?
a- ( ) Paulo
b- ( ) Pedro
c- ( ) Lucas ou
d- ( ) Matias
3 – Qual foi o primeiro milagre registrado no livro de Atos:
a- ( ) a cura dum coxo
b- ( ) a cura dum cego
c- ( ) a cura dum gago
d- ( ) a cura dum paralítico e cego
4 – Com o crescimento da Igreja vieram também às perseguições. O sumo sacerdote mandou castigar os apóstolos:
a- ( ) Com uma quarentena de açoites
b- ( ) Com a prisão
c- ( ) Com açoites
d- ( ) Com a morte
5 – O discurso de Estevão, registrado no capítulo 7 de Atos, é o mais longo. Tal discurso deu origem a um grande acontecimento na história da Igreja.
a- ( ) A conversão de Saulo
b- ( ) A conversão de Pedro
c- ( ) A conversão de Lucas ou
d- ( ) A conversão de Filipe
6- No capítulo 2 de Atos temos a descida de Espírito Santo. Os apóstolos estavam:
a- ( ) Todos em pé orando
b- ( ) Todos num mesmo lugar
c- ( ) Todos caídos no chão ou
d- ( ) Todos dormindo
7 – A Igreja primitiva teve de resolver um problema para ajudar as viúvas. Como foi resolvido esse problema?
a- ( ) Que os pastores fossem visitá-la
b- ( ) Que se escolhessem sete varões para aquele serviço
c- ( ) Que se organizasse uma comissão de irmãs
d- ( ) Que elas ficassem sem apoio da Igreja
8- A conversão do Eunuco por Felipe aconteceu após:
a- ( ) Terminada a festa em Jerusalém
b- ( ) Felipe fazer o apelo no culto da igreja
c- ( ) Felipe explicar-lhe o texto que lia em Is. 53, ou
d- ( ) Correr junto do carro
9- O homem que Cristo escolheu para fazer do evangelho uma religião universal foi:
a- ( ) Mateus
b- ( ) Lucas
c- ( ) Pedro
d- ( ) Paulo
10- No capítulo 11 de Atos temos a narrativa de Pedro contra os preconceitos dos judeus sobre a Igreja e Pedro ficou convicto de:
a- ( ) O Evangelho é só para os judeus
b- ( ) O Evangelho é só para os apóstolos
c- ( ) O Evangelho é para todos
d- ( ) O Evangelho é só para os Samaritanos
11-O Espírito Santo é quem separa dentre os crentes os enviados para pregar o Evangelho, conforme está em Atos 13. Como se manifesta esta chamada?
a- ( ) Por um convite do Pastor
b- ( ) Por uma vida de consagração e obediência á chamada de Deus
c- ( ) Por ter estudado um curso de teologia
d- ( ) Por livre iniciativa e vontade própria
12- O sermão que Pedro pregou na casa de Cornélio consistia em:
a- ( ) Dar explicações pormenorizadas sobre os rituais judaicos
b- ( ) Afirmar que o evangelho era uma benção divina exclusiva dos judeus
c- ( ) Falar das bênçãos recebidas e das viagens realizadas ou
d- ( ) Relatar a simples história da vida, morte e ressurreição de Cristo
Disciplina: Atos dos Apóstolos
Pastor Flávio César
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Estudos teologicos - Homilética
DEFINIÇÃO
A palavra homilética deriva-se do grego “homiletike”, que significa o ensino em tom familiar. No grego clássico “HOMILOS” significa multidão, assembléia do povo . a igreja primitiva serviu-se desse termo para designar a “assembléia do povo”. Da mesma origem aparece o verbo “homileo” que quer dizer conversar. Este foi usada nas reuniões cristas primitivas, para indicar os discursos familiares feitos por seus dirigentes. De “homileo” adaptou-se o termo homilia.
Hoje entendemos por homilética a arte na preparação de sermões.
Todo pregador deve ter em mente o significado de cada um dos seguintes termos, muitos relacionados entre si, mas distintos quanto a significação: oratória, eloqüência e retórica.
A oratória e a arte de falar em público de forma elegante, precisa, fluente de atrativa.
A eloqüência pode ser desenvolvida na teoria e na prática da oratória; nela o dom natural é que se desenvolve. Entretanto, existem correntes de interpretação que dizem ser ela uma arte, uma técnica.
A retórica é o estudo teórico e pratico das regras que desenvolve e aperfeiçoam o talento natural da palavra, baseando-se na observação e no raciocínio.
A homilética, no seu aspecto técnico e pratico, atinge três elementos que devem ser claramente entendidos: Dom, Conhecimento e o resultado do estudo concentrado e consciencioso da Palavra de Deus. A habilidade é o aproveitamento do dom e do conhecimento na arte de falar, isto é, na pregação. A habilidade pode ser desenvolvida pelo uso e pela experiência.
BENEFÍCIOS DA HOMILÉTICA
A Homilética Desenvolve a Arte de Expressão
Sem dúvida, a homilética contribui eficazmente para que o pregador desenvolva a habilidade de falar, isto é, a arte de expressão. Nem todos possuem o dom natural da palavra, mas aqueles que exercem o ministério ou a ele inspiram devem buscar o aprimoramento no falar.
É verdade que o sucesso de um pregador depende dos seus valores espirituais, mas também é certo que os valores físicos muito influem. O pregador que se expressa mal é ouvido com desinteresse, porém, o que se expressa bem é ouvido comprazer. A arte de expressão constitui-se de vários aspectos, entre os quais, a voz, a técnica oratória e o conhecimento da língua usada.
A voz é o principal veiculo da comunicação verbal. É ela, em suma, o som ou conjunto de sons produzidos na laringe pela vibração das cordas vocais sob a ação do ar vindo dos pulmões, modificados pelos órgãos da fala. A voz pode ser educada, para que os sons saiam livres e agradáveis. A técnica oratória pode ser aprendida na Escola, e desenvolvida através da observação e da experiência. Aprimorar a arte de expressão não anula a inspiração divina; pelo contrário: dá sentido e perfeição ás locuções emitidas. Para que os pensamentos sejam expressos com nitidez e perfeição, o pregador deve desenvolver essa arte no seu ministério.
A arte de expressar-se exige boa dicção, que a utilização artística da voz. Para
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que o pregador seja entendido ao falar, a articulação dos sons emitidos deve ser perfeita, isto é, ele deve pronunciar cada palavra corretamente e com som nítido.
A Homilética Desenvolve o Raciocínio
O segredo do sucesso da pregação esta em o pregador colocar-se como um canal do qual flui a unção do Espírito Santo. E ele não deve deixar que essa unção seja superada por seus impulsos emocionais, como fazem muitos iniciantes. Só a pratica ensina aquele que prega a comedir o ardor espiritual que faz estremecer o coração.
O pregador não deve deixar de ser emotivado, mas tem de compreender que é necessário dosar esse sentimento, para que as suas pregações produzam resultados positivos e permanentes. Um, pregador desequilibrado emocionalmente pode perder o objetivo da pregação.
A Homilética Aprimora os Conhecimentos Gerais
A Bíblia incentiva a busca de conhecimentos gerais: “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o que adquire conhecimento”, Pv. 3.13. Já estudamos anteriormente que a homilética é a arte de preparar e expor um sermão. Tanto a preparação quanto a exposição são enriquecidas com o grau de conhecimento do pregador. Os conhecimentos não são razão de um sermão, mas são o esqueleto que dá forma. Eles enriquecem um sermão com variedade de pensamentos que, transmitidos sob a unção do Espírito Santo, muito contribuem para o sucesso da pregação.
Todo o pregador deve adotar um sistema de estudo, para seu maior aproveitamento no ministério da Palavra. O processo de estudo, o aprimoramento dos conhecimentos gerais, e dos bíblicos, envolvem três aspectos: observação, consulta, e discussão.
1. A observação realiza-se em duas direções:
a. para fora, quando colhemos impressões do que se passa ao nosso
redor.pregador deve estar sempre atento ao desenvolvimento da ciência e aos acontecimentos no mundo, para tirar ligações e idéias. O habito de anotar observações feitas dará ao pregador a oportunidade de enriquecer seus sermões como resultado de observações feitas em casa, na rua, na igreja e viajando.
b. Para dentro, quando o pregador faz introspecção, isto é, quando examina
seus propósitos, pensamentos e sentimentos, para verificar o que se passa dentro de si mesmo.
2. A consulta é um método eficaz no aprimoramento dos conhecimentos gerais:
uma palavra, uma idéia, um assunto qualquer, poderá levar-nos a livros de pesquisas. Todo pregador tem por obrigação possuir boa biblioteca particular para consultas: livros, Bíblia, geografia e arqueologia bíblica, história geral e da Igreja, livros devocionais. Etc.
3. A discussão é outra forma de buscar conhecimentos. O resultado das
observações e consultas pode ser também feito em “estudo em grupo” que é o estudo
A Homilética Desenvolve a Vida Espiritual
Não pode haver verdadeiro sucesso na pregação sem o cultivo de uma vida
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espiritual dinâmica. Não basta conhecer as regras homileticas, saber fazer um esboço de sermão, ter facilidade de expressão, nem possuir grandes conhecimentos seculares, pois a pregação exige também uma vida de consagração a Deus. O pregador, antes e depois de tudo, é um servo que faz a vontade de seu Senhor. É também um embaixador que precisa estar em continuo contato com o seu governo, para dizer somente aquilo que interessa ao seu país.
É impossível separar a pregação da devoção.
A pobreza espiritual de muitas pregações está em não orar e na falta de meditação na palavra de Deus. É a oração que movimenta toda maquinaria de um sermão.
O P R E G A D OR
Definição de Pregador
Pregador é alguém que recebe a mensagem de Deus e a entrega aos homens. É o que trata com Deus dos interesses dos homens e, com os homens, dos interesses de Deus. O pregador não é um entregador de recados. É um porta-voz da mensagem de Deus aos homens. O Novo Testamento diz claramente que o crente é uma testemunha de Cristo no sentido de fazer conhecido o poder salvador de Jesus. O livro sagrado não diz que todos os crentes seriam pregadores e ensinadores: só alguns são. Na realidade, pregar e ensinar são dois ministérios importantes, destacados no Novo Testamento. A habilidade de pregar, ou de ensinar em público, é um dom de Deus.
Requisitos do Pregador
1. O pregador tem de ter experimentado em sua própria vida a obra
regeneradora do Espírito Santo. Como poderá alguém pregar a mensagem de salvação sem ser regenerado? Mas há os profissionais: os falsos pregadores que nunca nasceram de novo. Pregam por interesse próprio. Não basta ter curso de teologia, nem conhecer oratória, nem saber as regras de homilética para ser um verdadeiro pregador do Evangelho. É preciso ter “nascido de novo”, Jo 3.3 . Inteligência, moral, eloqüência e simpatia não fazem de um homem um pregador.
2. Ao pregador é necessário que tenha a chamada de Deus. Dois tipos
de chamadas aparecem na Bíblia - a coletiva e a individual. A chamada coletiva abrande todos os crentes em Cristo,At.1.8. Já na chamada individual o Espírito Santo fala diretamente a determinada pessoa e a separa para o trabalho que Deus quer que ela faça. Entre esses trabalhos está o ministério da pregação que a Bíblia chama de “o ministério da Palavra”, Cl 4.17; 2 Tm 4.5; At 6.4.
Ter a chamada especial de Deus para pregar implica na responsabilidade de ser portador de uma mensagem capaz de transformar os seus ouvintes, e manter a si próprio puro.
Princípios Básicos
São três os princípios básicos que regem a pregação e o pregador:
1. Objetividade - qualidade necessária ao pregador par que a mensagem alcance resultados positivos. Se o pregador tiver objetivo ao pregar, se visar unicamente á salvação das almas, o sucesso não lhe subirá a cabeça e a
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mensagem não perderá o seu alvo. O sucesso da pregação verifica-se quando a mensagem redunda em louvor e gloria a Cristo, e não ao pregador. O propósito da pregação não é a exibição do pregador, mas a transmissão da mensagem divina com o fim de alcançar o resultado desejo. O pregador não deve chamar a atenção para si. O objeto da pregação é Cristo, e o seu desenvolvimento deve ser em torno da pessoa de Cristo, e o resultado deve ser Cristo. A objetividade envolve três aspectos de pregação: o alvo, o sucesso e o resultado.
2. Transmissão. O pregador deve receber a mensagem de Deus. Ele tem de transmiti-la aos homens.
O pregador não pode ocultar a mensagem de Deus. Ele tem de transmiti-la ao povo.
3. Experiência. A mensagem pregada antes de tudo, deve ser sentida e experimentada na vida do pregador. Ele não poderá convencer o povo sem que ele próprio tenha experimentado a eficácia de sua pregação. O pregador não é um mercador. Ele dá ao povo aquilo que recebeu de Deus: dá de comer da comida que já saciou a si próprio.
Termos Relacionados com o Pregador e com a Pregação
1. Prédica é a prática que, além de instruir o pregador, anuncia verdades
religiosas.
2. Pregar no conceito popular, é ralhar, fazer discurso maçador, ou repreensão.
Noutro sentido, é anunciar sob forma de doutrina, bradar, proclamar, apregoar.
3. “Kerux”, no grego significa heraldo, proclamador, mensageiro ou pregador.
O substantivo “Kerux” significa, originalmente, o proclamador imbuído da autoridade do seu superior, seja ele rei, governador ou comandante militar, para levar a mensagem oficial aos seus súditos. O pregador do Evangelho tem autoridade de oficial do espírito Santo, para levar a mensagem de Cristo aos súditos do reino de Deus.
4. “Presbeuo”, no grego é embaixador. Esse significado é atribuído aos
pregadores do Evangelho, que são embaixadores da parte de Cristo. Paulo deu ênfase a esse titulo no seu ministério: Ef 6.19; 2 Co 5.20.
5. “Kerisso”, no grego significa anúncio na qualidade de arauto; é a palavra
sempre com o sentido de PREGAR, Mt.10.7.
6. “Dialegomai”, é outro vocábulo grego que quer dizer discorrer, raciocinar,
Discutir. Implica mais em argumentar a boa nova com o sentido de defende-la contra os adversários, At. 17.20.
7. “Laleo” é um verbo grego, que dignifica simplesmente falar a palavra, ou
pregar, Mc.2.2.
8. “Oikonomos”, no grego é despenseiro. O despenseiro é aquele que trata de
assuntos domésticos. É um mordomo. O pregador é um despenseiro dos ministérios de Cristo par os homens, 1 Co.4.1,2.
CULTIVOS INDISPENSÁVEIS AO PREGADOR
O cultivo da Personalidade
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O pregador deve cultivar uma personalidade moldada na palavra de Deus. Personalidade pode definir-se como sendo aquilo que caracteriza uma pessoa e a distingue da outra. Analiticamente, é o conjunto de das qualidades físicas, intelectuais, sociais, e espirituais de uma pessoa. Afirmam os estudiosos que personalidade é algo vivo que se desenvolve através da educação. Como crentes, a nossa personalidade deve desenvolver-se segundo o modelo de vida crista, que é Cristo, o Senhor.
A personalidade do pregador tem muito a ver com a eficiência da sua mensagem. Um artista pode ser um devasso e assim mesmo produzir uma obra que desperte admiração. Um escritor pode ser dissoluto e, apesar disso, escrever um livro que alcance popularidade.
O cultivo Físico do Pregador
O pregador não pode descuidar-se da sua saúde. O cultivo da saúde é fator indispensável na vida do ministro da Palavra. O ministro cristão deve cuidar de seu corpo, exercitando-se, alimentando-se e descansando o necessário, para que possa desenvolver melhor o seu ministério. A Bíblia ensina sobre a mordomia do corpo, e o primeiro a exerce-la deve ser o ministro da palavra de Deus. Há três fatores indispensáveis para o cultivo físico:
1. Alimentação adequada. O corpo tem de receber a alimentação adequada ás necessidades da vida ministerial. A qualidade, tanto quanto a quantidade da comida deve merecer atenção do ministro. Certas comidas indigestas e prejudiciais devem ser evitadas. Quando o cérebro se ativa no estudo, o sangue corre mais rápido para esse centro nervoso. Mas o processo de digestão torna necessário o sangue no órgão digestivo. Isto significa dizer que após as refeições devem ser evitados os estudos por algum tempo, para a digestão efetuar-se no organismo normalmente. Um ministro da Palavra de Deus não pode deixar-se influenciar pela gula.
2. Exercício Físico. A falta de Exercício físico tem exaurido a energia de muitos pregadores. A obesidade é um resultado direto da falta de exercício. Note-se que a atividade é uma exigência natural de uma nova vida saudável. “A falsa idéia de dignidade ministerial, que não poucos pregadores cultivam, prejudica-lhes a saúde porque pensam que o exercício físico está em desacordo com essa dignidade”.
3. Descanso suficiente. O tempo suficiente de sono ajuda a manter o corpo forte em meio aos trabalhos árduos e pesados. O sono restaura as energias do corpo.
O Cultivo da Espiritualidade
“O homem em cuja vida se manifesta o Espírito de Deus é espiritual. O seu procedimento é determinado pelo Espírito. A sua mente está aberta para receber as impressões de Deus mediante a sua Palavra e outros meios. O seu coração é movido pelos impulsos divinos”. A esses atributos acrescentam-se outros tais como piedade, devoção, oração, estudo, etc. Trataremos da importância de alguns desses requisitos espirituais e morais que os pregadores cristãos devem possuir.
1. Piedade que vem do latim “pietate”, e significa devoção, amor e respeito pelas coisas religiosas, dó, comiseração; sentimento inspirado pelos males alheios, procura remediar ou mitigar.
No pregador, a piedade deve ser uma qualidade de alma. É a reverente dedicação á vontade divina. Não é uma atitude estudada ou cheia de afetação nem misticismo, mas
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é algo que se mistura com a vida no fortalecimento das virtudes cristãs. Um espírito
piedoso tomar o pregador mais autêntico e mais realista.
A eficácia da pregação tem como primeiro requisito a piedade.
2. Devoção. Este sentimento significa muito na vida do pregador. A palavra devoção deriva do latim “devotione”, que significa sentimento religioso; piedade, observância das práticas religiosas;de boas novas, coloca-se á disposição de Deus e do seu Espírito: ele controlado e dirigido por Deus.
A devoção deve ser cultivada pelo homem de Deus como prumo que aponta a posição correta. A devoção leva o pregador a uma vida de separação par Deus. Isto não significa isoladamente, mas dedicação do tempo necessário ao estudo sistemático da Palavra. O alimento espiritual do pregador deve ser a Palavra de Deus. O pregador não pode considerar o ministério como uma profissão. O profissionalismo ministerial torna o pregador um presunçoso, um reverente. O médico precisa acostumar-se a trabalhar com os que sofrem, sem se comover. O pregador não é assim. Não pode agir por profissionalismo, ou por estar acostumado a cada situação que enfrenta. Ele precisa ter sensibilidade spiritual.
3. Oração. No cultivo da espiritualidade a oração é o ponto de partida, a chave-mestra. Os homens e mulheres mais poderosos de que nos fala a história, foram os que prevaleceram
“A igreja não necessita de mais organizações e de novos métodos, mas de homens a quem o Espírito Santo possa falar - homens de oração, homens poderosos na oração. O Espírito não se derrama através de métodos, mas por meio de homens ungidos. Deus não unge planos, mas homens - Homens de oração”.
O sucesso da pregação está confiado ao pregador Ele torna a mensagem profícua ou inoperante. O sermão não é trabalho de uma hora. É o tempo de uma vida. Preparar um sermão na orientação do Espírito equivale a um estágio na Escola do Espírito. Cada sermão torna-se uma nova experiência.
A oração é a arma mais poderosa do pregador. A oração faz o homem. A oração faz o pregador. A oração faz fornece as verdadeiras mensagens ao pregador. “o púlpito de hoje é pobre
Bounds diz ainda: “o pregador pode sentir o entusiasmo do seu próprio brilhantismo, ser eloqüente pela sua exegese, ardente para transmitir o produto de seu próprio cérebro; pode usurpar o lugar e imitar o fervor de um apóstolo. Cérebros e nervos podem tomar o lugar e simular a obra do Espírito de Deus e, como essas forças,
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a letra pode irradiar luz e brilhar como um texto iluminado, mas esse brilho e sua centelha serão destituídos de vida: serão como o campo semeado de pérolas”.
O Eu deve morrer na oração, e as aptidões naturais e espirituais deverão ser desenvolvidos sob o controle e obra do Espírito. Devemos evitar as orações secas e fúteis nos púlpitos. A oração em secreto é a base de todo o sucesso ministerial.
4. Sinceridade. Esta virtude dignifica o pregador cristão. Sua pregação deve refletir a verdade contida na sua alma. Paulo destaca a sinceridade quando afirma que “O amor não seja fingido”, 1 Co 13. Este amor parte de dentro do coração sincero; caso contrário, não passaria de uma imitação, e o pregador não passaria de um artista que consegue dizer uma mentira como se fosse verdade. A sinceridade deve ser invariável na vida e nas atitudes do pregador. Hoje, amanha e depois; na presença ou na ausência, ele deve ser o mesmo. Em quaisquer circunstancias a sinceridade deve prevalecer. Ser sincero não significa ser sisudo, nem tampouco usar o púlpito para ferir determinada pessoa. Ser sincero é ter dignidade, humildade, mansidão e firmeza de propósito. Ser sincero é ser realista e nunca trair sua consciência por interesses alheios ao princípio da sinceridade.
5. Humildade. Outra qualidade moral e espiritual indispensável á personalidade do pregador é a humildade do pregador é a humildade. A fama e a vanglória tentam o pregador: após o sucesso chega a tentação. O orador exerce poder sobre o intelecto dos ouvintes. Esse poder é capaz de fascinar o pregador e leva-lo a pregar para buscar a sua própria glória e não a glória de Deus. O pregador tem de estar intimamente preparado para o sucesso na pregação. Essa preparação é espiritual. É uma conscientização de que, tudo quanto faz e fala ao povo, vem de Cristo, e é para Cristo.
“O poder dos grandes mestres está no esquecimento de si mesmo”, afirmou certo escritor. A vitória da humildade tem lugar na queda do EU. Nenhum pregador pode subir ao púlpito sem antes ter descido, pela oração, os degraus da humildade. Na oração, o egoísmo se quebranta. O medo se desfaz e a certeza da vitória aparece como a clara luz do meio-dia.
O pregador deve estar preparado para os elogios. Quando são elogios sinceros, devemos glorificar a Deus, porque o sucesso torna-se, então, um estimulo para o trabalho. Nunca subamos ao púlpito confiados em nossa capacidade, porque corremos o risco de descermos dele derrotados e envergonhados. Subamos, sim, com humildade e carência de Deus e de sua graça. Então, desceremos com nossa fronte erguida e com os lábios cheios de louvores a Deus. Ninguém pode ufanar-se da humildade. Ela é um peso aferidor do equilíbrio do nosso ministério.
6. Otimismo. É das forças motoras geradas pelo Espírito Santo na alma do pregador, e acionada pelas suas atitudes positivas. O otimismo cristão encara sempre a vida sob um aspecto positivo. Ainda que males e dificuldades cerquem o transmissor de mensagem, o espírito otimista lhe dá energias para vencer os obstáculos.
O pessimista, pelo contrário, nunca vê vitórias ou soluções, nem alegrias. O pregador otimista transmite, em sua mensagem ao povo, a alegria e a esperança que envolvem a sua alma. Ser otimista transmite é ter fé na mensagem que prega. É crer no trabalho que realiza. É ter sensibilidade para com as coisas espirituais. O pregador otimista transmite ânimo ao abatidos; conforto aos tristes: inspira confiança aos fracos, e fortalece a fé dos abatidos.
Nunca um pregador deve acomodar-se ás situações de derrota a fraqueza dos seus ouvintes, simplesmente dizendo-lhes “A vida é assim mesmo, ou conforme-se!” O pregador tem de ter uma palavra orientadora e plena de fé. O pregador tem consciência
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de ser “o homem de Deus”, aquele que representa o sentimento divino de amor, de paz e de segurança espiritual.
O Cultivo da Intelectualidade
Já discutimos os aspectos físicos e espirituais da intelectualidade. Agora falaremos sobre o seu cultivo. Em outras palavras, sobre o cuidado de buscar conhecimentos gerais que possam contribuir par o sucesso do ministro da Palavra. Diz J.W Shepafd: “Jesus escolheu pescadores indoutos para que fossem os seus primeiros pregadores, mas não os deixou na ignorância, antes desenvolveu neles um alto grau de saber. Paulo ensinou que o pregador deve saber o que quer, e que não deve ter de que se envergonhar”.
O cultivo da mente exige, por sua vez, o cultivo da mordomia do tempo. O pregador deve saber administrar o seu tempo de tal forma, que o peso da intelectualidade e da espiritualidade se equilibrem.
O pregador não deve limitar-se ao preparo de sermões, deve, antes, adotar um método que contribua para o seu maior desenvolvimento intelectual e espiritual.
Administrar o tempo implica cuidado, organização e força de vontade. Administrar o tempo é arte de dividir o tempo, obedecendo a um método na organização de seus estudos e trabalhos diários. A falta de método tem prejudicado seriamente muitos ministro da Palavra. Um programa diário facilitará a organização dos trabalhos e uma vez adotado, deve ser obedecido.
“O estudo exegético de um trecho de qualquer livro da Bíblia tomará o primeiro o primeiro lugar no programa. Seguir-se-á e estudo do texto ou assunto para o sermão do próximo culto. Depois o estudo entrará nos campos teológicos, histórico, cientifico, filosófico, etc.”.
Todos esses estudos podem ajudar o pregador ajudar o pregador na preparação de seus sermões, enriquecendo-os com interpretação equilibrada e atrativa. A parte intelectual, no que tange á pregação, somente será válida, se equilibrada pela espiritual, pois esta é o alvo principal e aquela apenas um reforço.
AS BASES DO SERMÃO
A Bíblia é a fonte principal de pregação cristã. Um sermão sem texto bíblico por base é qual arvore cortada a raiz. A base de um sermão é o seu texto bíblico. É impossível desenvolver um sermão, por exemplo, sobre fé, arrependimento, amor de Deus, ressurreição etc., sem base bíblica.
Em nossos dias há pregadores que não fazem uso de textos bíblicos. Por isso, do ponto de vista espiritual, seus sermões são insípidos, monótonos, vazios: não são ungidos pelo Espírito Santo! Tais pregadores, em lugar de tomarem a Palavra de Deus como base em suas pregações, acentuam nelas a retórica. É perigoso fazer isso. O exemplo está em que, com a substituição de textos bíblicos por Orígenes, começou, sutilmente, em algumas regiões, a aceitação de livros apócrifos como canônicos.
A. P Gibss, em seu livro Pregai a Palavra, apresenta cinco razões da necessidade do uso de textos bíblicos nas pregações
“1. Dão autoridade á mensagem.
2. Exercem influência restritiva, para que o pregador se mantenha dentro do tema.
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3. Unificam o sermão.
4. Preparam o auditório para o sermão.
5. Servem para promover variedade na pregação”.
O uso de textos na pregação é imprescindível porque reforça o conceito de que a Palavra de Deus é a força motriz da pregação. Ao anunciar um texto bíblico como base de seu sermão, o pregador está implicitamente proclamando a autoridade da Palavra de Deus.
A Escolha dos Textos
É fundamental o trabalho de escolha de textos para uma pregação. Nesse mister, certos princípios e regras devem merecer a devida atenção, para que se deve ser feita com sabedoria e espírito de oração.
Para o sermão devem ser escolhidos:
1. Preferivelmente textos que expressem um pensamento completo, isto é, que contenham toda a proposição no sermão.
2. Textos claros (não usar textos obscuros como Jd.6; Mt 27.52; 1 Pe 3.19-20, que dependem de estudos profundos).
3. Textos objetivos, isto é, que respondam ás necessidades espirituais, físicas, morais e materiais das pessoas a quem se destina a Palavra.
4. Textos sobre os quais não haja dificuldade hermenêutica.
5. Textos que não sejam de difícil interpretação, como João 9.31 que diz: “Sabemos que Deus não atende a pecadores”.
6. Textos dentro dos limites de capacidade do pregador para que, ao expor o sermão não desaponte o auditório.
7. Textos claros e expressivos, mesmo que sejam conhecidos do auditório, pois a Palavra de Deus é sempre nova e o seu manancial é inesgotável.
8. Textos que legitimem o tema do sermão. Em outras palavras, o texto é a preposição do sermão. Tema e texto irmanam-se na pregação. Não se deve apresentar um texto e fugir completamente dele falando de outros temas. Por exemplo: de Jó 3.16 tirar o tema: “Amor ao próximo ou, de A t. 28.30, pregar sobre os deveres dos proprietários e dos inquilinos, BURT afirma que isso “São excentricidades indignas do púlpito”.
9. Textos que despertem o interesse do auditório: textos dinâmicos.
10.Textos, cujo fio possa ser lembrado com facilidade pelo pregador e não esquecido pelo auditório.
A Interpretação de Textos
Ao formar a base de um sermão, deve o pregador seguir as regras que determinam a interpretação supérfulas que podem acarretar danos espirituais aos ouvintes. Eis algumas regras básicas para interpretar textos bíblicos:
1. Interpretar fiel e corretamente o texto. É dever sagrado do pregador interpretar e aplicar o texto de acordo com o sentido real. Para isso deve verificar se a linguagem é literal ou simbólica.
Se tomarmos, por exemplo, o verbo lavar, descobriremos que usado em dois sentidos: literal e simbólico. Exemplo: a Naamã foi ordenado lavar-se sete vezes no rio
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Jordão – sentido literal: porem, em 1 Co.6.11, fala-se de os crentes serem lavados - sentido simbólico. John Broadus diz que existe muito abuso por parte de alguns pregadores que espiritualizam grosseiramente palavras claras. Ele chama a isso de “método de acomodação”.
2. Recorrer ao contexto. Recorrer ao contexto significa examinar o que precede e o que sucede ao texto. Há uma regra em hermenêutica que manda não interpretar isoladamente um texto, mas recorrer sempre ao contexto.
3. Explicar a Escritura pela Escritura. A Bíblia esclarece o que ensina. O confronto da Bíblia com a Bíblia resolve as aparentes contradições, e esclarece o texto, enriquecendo-o, definindo-o, completando-o.
A seleção de Textos
O texto é a parte vital da pregação, sem o texto ela é alvo vazio. Por isso, a seleção do texto de um sermão exige do pregador meditação na Palavra e direção do Espírito Santo. Para que o pregador seja bem sucedido nisso, sugerimos mais quatro requisitos:
1. Escolher textos que falem primeiramente consigo. Antes de tentar convencer o seu auditório acerca do que diz o texto, o pregador tem de sentir a verdade que o texto expressa, para que na exposição da mensagem possa convencer realmente o auditório.
2. Escolher um texto objetivo para cada sermão. Já tocamos levemente neste ponto, mas queremos fortalecer p principio de que o texto escolhido deve ter finalidade.
3. escolher um texto que apele á imaginação, um texto que apresente “algo que ver, algo que sentir, algo que fazer”.
4. Procure não usar textos múltiplos num sermão. Nenhum pregador é proibido de usar tantas referências bíblicas quantas desejar, mas isso é diferente de usar diversos textos para basear um sermão. Deve limitar-se a um só texto para cada sermão. Em alguns casos, porém, é impossível usar mais de um texto num sermão. No entanto, o emprego de mais de um texto pode dar ao sermão falta de unidade.
O TEMA DO SERMÃO
A função básica do texto e a sua escolha é de fornecer ao pregador o
tema do sermão.
O texto é a raiz do tema. Ás vezes é o Espírito Santo que aviva a mente do pregador sobre um certo texto bíblico, do qual tirará o tema (ou assunto) a ser desenvolvido. Outras vezes, o tema pode surgir na sua mente da escolha do texto a ser adaptada ao tema.
Definição de Tema
Homileticamente, o tema é o sucesso da mensagem. É a verdade central do sermão. Uma pregação sem um tema que coordene o seu desenvolvimento é como um navio sem leme, andando á deriva. Uma pregação sem tema pode ter belo pensamento e pode passear por toda a Bíblia, mas o resultado não será bom.
Pontos de Cultivo
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O pregador deve observar o seguinte:
1.Ter sempre em mãos uma caderneta de anotações, de fácil acesso, para anotar pensamentos ou idéias novas que brotarem em sua mente nas mais diversas circunstâncias e lugares. Desse cultivo, o pregador poderá tecer muitas mensagens.
2. Mensagens poderão surgir por inspiração do Espírito Santo, através da leitura de um livro, jornal ou revista; em casa, na viagem etc.. Um incidente qualquer, uma notícia pelo rádio, uma frase lida ou ouvida, podem inspirar o pregador a descobrir bons temas de pregação.
3. Ler muito e saber escolher bons livros. Não somente livros de cunho evangélico, mas também seculares, que muito poderão enriquecer o conhecimento intelectual do pregador.
4. Estar sempre em dia com os assuntos atuais. Os meios de comunicação lhe darão uma idéia geral dos mundiais. O pregador precisa estar a par dos acontecimentos.
5. Estes pontos não excluem, de maneira alguma, a principal fonte de inspiração do pregador, que é a meditação na Palavra de Deus, com oração.
6. Os temas e assuntos podem também surgir de pesquisas. É bom separar assuntos de revistas assuntos de revistas e jornais e recortes, podem ser catalogados por assunto, e organizados em pastas ou gavetas especiais.
Tipos de Temas
Os tipos de temas são diversos, mas os principais que os regem não mudam. Um sermão precisa ter estrutura, o que exige unidade homilética.
Três requisitos da unidade homilética:
1. O sermão deve ter um só tema.
2. O sermão deve ter um propósito específico.
3. No sermão deve ser empregado unicamente o material de elaboração mais apropriado, tanto para o tema como para o propósito especifico.
Devem-se evitar dois tipos: os temas plurais e os temas demasiado gerais. Esses dois tendem a fugir da unidade homilética.
Eis alguns tipos de temas:
a.Tema em forma de pergunta – É um tipo fácil de se desenvolver, porque o seu desenvolvimento é a resposta.
Exemplos:
“Que farei de Jesus chamado Cristo?”
“Que farei para herdar a vida eterna?”
“Que posso fazer para me salvar?”
b.Tema sob forma de uma palavra ou uma frase – A frase ou palavra enfática determinara o desenvolvimento é a resposta do sermão.
1.com uma palavra fé: Fé;
2.com uma frase: Sem fé é impossível agradar a Deus.
c. Tema em forma de uma declaração - Uma simples declaração bíblica ou uma ordem determinará o desenvolvimento da mensagem, indicando o significado e a prova da declaração. Ex.: Rm. 6.23.
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d. O tema histórico – O tema histórico é o desenvolvimento de um fato passado contido na Bíblia, com o fim de tirar lições que sirvam para os dias atuais.
e. Tema imperativo – Esse tipo vem sob forma de um mandamento ou ordem bíblica. O seu desenvolvimento obedece ás quatro divisões comuns de um sermão: que? Por que? Como? E, que então?
A estrutura do sermão
Três são as partes essenciais que formam a estrutura de um sermão: Introdução, Plano e á conclusão, Peroração.
A estrutura propriamente dita é a organização do sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o pregador na apresentação da mensagem.
Na verdade, a estrutura é o esqueleto do sermão. Ela lhe dá uniformidade, isto é, nela os pontos, ainda distintos uns dos outros, formam uma associação de idéias, que finalizam num só alvo. A finalidade da estrutura num sermão é nortear o seu desenvolvimento.
Introdução
A introdução é a parte do sermão que serve como ponto de contato entre o pregador e o auditório. Normalmente, a introdução é a última parte a ser feita na preparação, visto que o pregador deve, antes de tudo, formar os ângulos a serem atingidos. Tendo uma idéia geral do sermão, devidamente estruturada, pode então preparar eficazmente a introdução.
A introdução deve conter outros aspectos não-técnicos. São aspectos psicológicos. Para começar um sermão, o pregador deve saber discernir o tipo de auditório, ao qual fará. Deve desenvolver a habilidade de preparar o seu auditório espiritual e psicologicamente par ouvir o sermão que irá apresentar. Em outras palavras, “a introdução de um sermão deve fazer com que os ouvintes sintam boa disposição para escutar o pregador; deve fazer com que os ouvintes sintam boa disposição para escutar o pregador;deve fazer com que lhe prestem atenção, e que fiquem desejosos de receber a mensagem que o predicante deseja apresentar.
Uma boa introdução deve ser:
1. Breve. Certa senhora crente disse de um pregador inglês muito conhecedor das Escrituras: “Ele é um grande homem de Deus, porém, em suas mensagens, gasta tanto tempo “pondo a mesa” que fico sem apetite de comer a comida que apresenta”.
2. Apropriada. Por isso mesmo é aconselhável que se faça a introdução por
último. O seu objetivo é levar os ouvintes para dentro do sermão, e não o de afasta-lo dele.
3. Interessante. Uma introdução seca e inexpressiva perderá, sem dúvida, o interesse do ouvinte.
4. Simples. A simplicidade entra aqui como uma qualidade indispensável ao pregador. Sua maneira de começar um sermão não pode ser arrogante. A introdução não deve prometer demais, mas despertar o interesse par o sermão.
O Plano
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Dentro da estrutura do sermão, o plano é a parte principal. Ele tem a ver com a ordem das divisões. Esta parte é chamada , também, de movimento do sermão. O plano é a discussão da prédica, ou melhor, é o esqueleto com as partes colocadas em seus lugares, que devem ser revestidas com desenvolvimento dinâmico do sermão.
Na realidade, o plano é o esboço do sermão com suas divisões. Vamos chamar esse plano de o movimento progressivo do sermão .
Ao dar inicio ao movimento de esboço (ou plano) do sermão, o pregador já deve ter estabelecido o seu ponto de contato com o auditório e despertado o interesse dos ouvintes pelo assunto que vai apresentar.
Para manter o movimento progressivo do sermão, o pregador deve observar quatro requisitos, dos quais dependerá o desenvolvimento do esboço, a saber:
- O sermão deve possuir uma ordem própria nas divisões. Um sermão movimentado sem ordem é como um motim que tem movimento e progresso, mas não ordem. Pregar um sermão sem coordenar os pensamentos, é não acertar no alvo. As regras vitais são as seguintes:
- Dar ordem lógica aos pontos e subpontos do sermão. Cada ponto (ou divisão) deve corresponder a outro ponto. O pregador deve ter em mente que cada divisão representa um movimento apenas dentro do sermão.
- As divisões devem obedecer a uma ordem ascendente, isto é os argumentos mais fracos devem conduzir aos mais forte. As divisões devem ser crescentes: devem aumentar em força á medida que progridem. O pregador começa pelos pontos negativos. Por exemplo: se o tema é Cristo é o Salvador para o mundo perdido, deve apresentar primeiro os argumentos negativos e terminar com os positivos. Deve dizer primeiro que os perdidos parecerão, e depois que Cristo salva.
- A ordem do esboço deve ser cronológica. Essa cronologia no esboço tem a ver com a evolução natural de um ponto principal par o outro.
- O segundo requisito trata da transição de um pensamento para outro pensamento. Certos pregadores tem dificuldade na transição, isto é, na passagem de um pensamento para outro. O pregador deve fazer uma ponte para essa passagem, de tal maneira que o raciocínio do auditório passe para o outro lado suave e solenemente.
- As divisões devem eliminar toda a digressão desnecessária. (A palavra digressão refere-se ao desvio de rumo ou do assunto). Quando o plano não é bem preparado, o pregador corre o risco de perder-se dentro do sermão.
A conclusão ou Peroração
Na conclusão, o pregador deve apresentar o clímax da sua pregação. A aplicação final e definitiva de todo o sermão está na pregação depende de uma boa conclusão. Esta parte é tão importante como introdução. O êxito da pregação depende de uma boa conclusão. O clímax é o ponto culminante do sermão quando, tanto o pregador como o auditório, estão movidos pelo Espírito Santo. É quando o aspecto psicológico do auditório é despertado através do intelecto, do sentimento e da vontade.
A conclusão pode ter várias aplicações, como seja:
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evitar conclusões improvisadas.
2. Narração. Narrar um fato que possa servir de aplicação á mensagem pregação, pode cativar o interesse do auditório, bem como comove-lo para uma decisão.
3. Persuasão. Um bonito sermão que recebe aplausos e elogios
4.
Estudos teologicos - Livros historicos
APOSTILA DOS LIVROS HISTÓRICOS
JOSUÉ
Com o livro de Josué, inicia-se o elenco dos livros históricos da Bíblia, assim denominados por trazerem no seu bojo o registro dos fatos que compõem a história de Israel, não apenas como um povo, mas agora como nação organizada (povo, governo e território), estabelecida em sua terra adquirida sob promessa divina. Nação nova, mas possuidora de uma constituição tão perfeita que nenhuma outra nação na terra possuía similar, porque foi dada por Deus, a fim de disciplinar tanto a sua vida religiosa, como o seu comportamento nas áreas cíveis, penais, higiênicas, trabalhistas e agrícolas.
Ao longo desses doze livros bíblicos (de Josué a Éster), numerosos eventos marcam a presença de Deus na vida dessa Nação e de múltiplas formas se manifestam o zelo do Senhor pelo povo que Ele escolheu para representar o Seu nome e dar ao mundo Sua Palavra.
Israel está agora em condições de tomar posse de Canaã e cumprir sua missão de ser testemunha às nações quanto à Sua unidade, e defensor de Sua Palavra e Lei. Nos livros históricos, começando com Josué, veremos se Israel cumpriu ou não a sua missão. Josué é o livro de vitória e de possessão, apresentando o quadro de Israel, outrora rebelde, agora transformado num exército disciplinado de guerreiros, subjugando nações, que lhe eram superiores em número e poder. O segredo de seu êxito não é difícil de conhecer. - “O Senhor pelejou por eles”.
Tomando a fidelidade de Deus como nosso pensamento central, poderíamos fazer um resumo da mensagem de Josué nas palavras do capítulo 21:45 – “Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu”.
Autor. Josué. O Talmude diz que Josué escreveu todo o livro com exceção dos últimos cinco versículos. Foi escrito durante o tempo que vivia Raabe (6:25).
Esfera de ação. Desde a morte de Moisés até a morte de Josué, cobrindo um período de 24 anos, desde 1451, até 1427 antes de Cristo.
CONTEÚDO
I. A entrada na Terra (1-5).
II. A Terra subjugada (6-12).
III. A Terra Dividida (13-22).
IV. A despedida de Josué (23,24).
I. A ENTRADA NA TERRA (Caps. 1-5)
1. O encargo e a comissão de Josué (1).
2. Raabe e os espias (2)
3. A passagem do Jordão (3)
4. Os dois memoriais (4)
5. A primeira páscoa em Canaã (5)
Quanta terra deveria possuir os israelitas?(1:3). Que verdade espiritual ilustra isso? (Mt. 9:29). Como seria orientado agora Josué? (1:8). Notem que até este tempo o Senhor fazia revelar a Sua vontade por meio de visões, sonhos e aparições angélicas, mas agora seria por meio da Palavra Escrita. De que deviam lembrar-se as duas tribos e meia? (1:13-15). Que espécie de mulher era Raabe? (2:1). O que a salvou? (Hb. 11:31). Ela fez algo difícil para obter salvação? (2:21). O que mandou Josué que se fizesse como memorial da passagem do
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Jordão? (4:3,9). Qual foi o efeito da notícia do ataque de Israel aos cananeus?
(5:1). Que profecia cumpriu-se com isso? (Dt. 2:25). Quais mudanças de dieta tiveram os israelitas nesse tempo? (5:11,12). Quem era o verdadeiro chefe das hostes de Israel? (5:13,14). Quem era esse? (Ap. 19:11-16).
II. A TERRA SUBJUGADA (Caps. 6-12)
1. A conquista de Jericó (6).
2. O pecado de Acã (7)
3. A conquista de Ai (8)
4. Relações com os gibeonitas (9,10).
5. Conquista final da terra (11,12)
O que ensina a tomada de Jericó acerca dos caminhos de Deus? (I Cr. 1:26-31). Que admoestação se deu a Israel? (6:18). Que maldição foi proferida nesse tempo? (6:36). Sobre quem caiu?(I Reis 16:34). Com quais personagens do Novo Testamento podemos comparar Acã? (Atos 5). Quais pessoas foram castigadas pelo pecado de um homem (7:1). Às vezes é fora de ordem orar?(v.10 com. Ex.14:15). Qual foi a raiz do pecado de Aca (I Tm. 6:1-10). Qual foi o símbolo da autoridade de Moisés? (Ex.10:13). Da autoridade de Josué? (8:30-55). (comp. Dt. 27). Que equívoco cometeu Josué em seus tratos com Gibeão? (9:14). Por que foram poupados os gibeonitas? (9:19). Como foram castigados? (Vrs. 23-27). Notem a referência à conclusão da campanha de Josué. (11:23). Quantos reis conquistou? (12:24). Qual foi o segredo de seu êxito? (10:42).
III. A TERRA DIVIDIDA (Caps. 13-22).
Sendo que o título acima mencionado resume o conteúdo da seção inteira um esboço detalhado será desnecessário.
Segundo 13:1, que tinha deixado de fazer Israel? (1:3). Que aviso deixou Israel de obedecer? (com.13:13; 15:63; 16:10, com Nm. 33:55 e Josué 23:12,13).
IV. A DESPEDIDA DE JOSUÉ (Caps. 23,24).
De que encarregou Josué os anciãos de Israel? (23:6). O que previu Josué? (23:13). Que escolha pôs ante o povo?(24:15). Que obrigação tomou o povo sobre si mesmo? (24:16-18). Segundo o nosso conhecimento da história de Israel, cumpriram eles a sua promessa? O que fez Josué com o povo?(v. 25).
JUÍZES
Josué é o livro da vitória; Juízes, o livro do fracasso. Os versículos do capítulo 2:7-19 representam um resumo da história do livro. Depois da morte de Josué, a nova geração de israelitas fez uma aliança com as nações que a antiga geração havia deixado na terra, atitude que resultou em idolatria e imoralidade. Isso lhes trouxe o juízo de Deus na forma de servidão às mesmas nações que devia ter subjugado. Quando clamaram a Deus, foi-lhes enviado um libertador; durante o tempo em que esse viveu, permaneceram fiéis a Deus, mas depois da sua morte tornaram a seguir os velhos pecados. Nos últimos capítulos do livro, o
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escritor nos dá uma descrição detalhada daqueles tempos de apostasia e anarquia e explica o fenômeno pelo fato de que “Naqueles dias não havia rei sobre Israel; cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos”. A história do livro pode resumir-se em quatro palavras: Pecado, Servidão, Tristeza, Salvação.
Autor. Segundo a tradição judaica, o autor foi Samuel.
Esfera de ação. Abrange o período entre a morte de Josué e magistratura de Samuel.
I. O PERÍODO DEPOIS DE JOSUÉ (Caps.1 a 3:4)
1. A vitória incompleta das tribos (Cap.1)
2. A visita do anjo (Caps. 2:1 a 5).
3. Resumo dos acontecimentos que resultaram na apostasia de Israel (Caps. 2:6 a 3:4).
Notem que o capítulo I relata o que foi o princípio da queda de Israel - a sua falha em não ter conquistado os cananeus, e sua aliança subseqüente com eles (2:12). Embora contrário à Sua vontade de que os cananeus morassem na mesma terra com Israel, que uso fez deles o Senhor? (2:21-23). Quais as outras coisas que usou com o mesmo propósito?(Dt.8:2-16).
II. AS APOSTASIAS, CATIVEIROS E LIBERTAÇÕES DE
ISRAEL (3:5 a cap.16).
O estudante deve fazer uma lista de todos os juízes, com os seguintes fatos a respeito de cada um:
1.De quem ele livrou Israel?
2. Por quanto tempo ocupou ele o cargo?
3. Quais foram os fatos importantes referentes a ele.
Notem que houve doze juízes (excluído Abimeleque que foi um usurpador). O que lhe sugere isto? (Mt. 19:28; Isaías 1:26). Três fatos importantes referentes aos juízes devem ser considerados: chamados por Deus, dotados de poder especial e a maioria deles pertencia àquela classe descrita pó Paulo como: “as coisas fracas deste mundo… as coisas vis deste mundo”(I Cor. 1:27,28).
III - A ANARQUIA DE ISRAEL (Caps. 17,21).
1. Anarquia na vida religiosa (17,18)
2. Anarquia na vida moral (19)
3. Anarquia na vida nacional (20,21)?
A primeira metade do livro de Juízes nos dá um curto resumo de algumas das apostasias de Israel durante os 450 anos em que governaram os Juízes. Os capítulos 17 a 21 fornecem uma descrição mais clara desses períodos. O último versículo do livro oferece-nos uma explicação das terríveis condições que prevaleciam durante esse tempo.
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RUTE
O livro de Juízes fornece, como se vê, um quadro muito triste de Israel, sob o ponto de vista nacional; Rute nos dá um quadro luminoso desse período em relação à fidelidade e beleza do caráter de certos indivíduos. A história, uma das mais formosas da Bíblia, é duplamente interessante pelo fato de ser uma gentia a sua heroína.
A última palavra do livro - Davi - revelará seu valor principal. Seu propósito é traçar a linhagem de Davi, o progenitor do Messias. O livro inteiro tem seu clímax na genealogia que se encontra no último capítulo.
Autor. A tradição judaica atribui a Samuel a autoria deste livro.
Esfera de ação. O livro abrange um período de dez anos, provavelmente durante o tempo de Gideão.
PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL
O livro de Samuel é um livro de transição. É o registro da passagem do governo de Israel por Juízes ao governo por reis, e da passagem do governo de Deus, o Rei invisível – que fez com que fossem diferentes das outras nações – ao governo de um rei visível que fez com que fossem como as outras nações. “O Livro de Samuel é uma história” que inclui o atrativo pessoal de biografia. O conteúdo pode agrupar-se ao redor de três pessoas: - Samuel, um patriota e juiz de coração humilde e consagrado, servindo obedientemente a Deus; Saul, um rei egoísta, pródigo, ciumento e obstinado, faltoso e infiel na lealdade a seu Deus; Davi, “um homem segundo o coração de Jeová, o doce cantor de Israel, um varão de oração e louvor, provado, disciplinado perseguido e finalmente coroado monarca de todo Israel”.
Autor. Supõe-se, geralmente, que Samuel escreveu o livro até o capítulo 24; e pelo fato de que os profetas Natã e Gade são mencionados juntamente com Samuel em I Cr. 29:29, como biógrafos dos acontecimentos da vida de Davi, conclui-se que eles foram os autores dos capítulos restantes.
Esfera de ação. Desde o nascimento de Samuel até a morte de Saul, abrangendo um período de 115 anos desde mais ou menos 1171 a.C. até 1056 a.C.
I. REFERENTE A SAMUEL
O nascimento de Samuel
Onde era nesse tempo da história de Israel o lugar de culto? (II Sm. 5:6-9). Que lugar ocupava Ana no coração de seu esposo? (v. 8). O que causava a sua tristeza? Que significava naqueles dias para uma mulher judaica não ter filhos? (Gn. 30:23; Lc 1:25). Que espécie de filho pediu Ana a Senhor? (v. 11). Que prometeu ela que ele deveria ser? (v. 11 comp. Nm. Cap. 6). A quem se assemelhava neste sentido? (Lc. 1:13-15). Por que o chamou Samuel? (v. 20). Cumpriu Ana o seu voto? (1:24-28). O que inspirou a bondade de Jeová para com ela? (2:1-10). Que mulher israelita pronunciou palavras semelhantes sob circunstâncias similares? (Lc.1:46-55).
É possível às pessoas estarem no ministério, apesar de serem pecadoras? (2:12). Que se diz a respeito dos filhos de Eli? Como prejudicou esses jovens a
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causa do Senhor? (2:17). Foi Ana bem recompensada por seu sacrifício? (2:21). Que aviso foi dado a Eli? (2:27,36). Qual era a condição da revelação naqueles dias? (3:1). Qual deve ter sido em conseqüência a condição do povo? (Prov.29:18; Sal. 74:9; Amós 8:11). O que demonstra que Deus pode revelar sua vontade a um pequenino? Como confirmou o Senhor a vocação de Samuel? (3:19.20). Samuel foi o primeiro dos profetas escritores? (Atos 3:24, I Sm. 3:20). Depois do fracasso do sacerdócio, Samuel chegou a ser o chefe espiritual do povo e o mediador entre ele e Deus.
II. REFERENTE A SAUL
Israel exige um rei
O capítulo 8 relata o desejo de Israel por um rei. Qual era a razão de desejar um rei? (8:5). Qual era o plano de Deus para com a nação? (Dt. 14:2; Nm. 23:9). Qual foi a escusa do povo para demandar um rei? (8:3-5). Até que ponto se identifica Deus com Seus servos? (8:7). Permitiu Deus ao povo fazer a sua vontade? Qual espécie de rei disse o Senhor que teriam? (8:11-17). Quem tinha previsto que Israel ia desejar um rei? (Dt.17:14-20). Desanimou ao povo a descrição do Senhor de seu futuro rei? (8:19,20). Que fez o Senhor então? (Sl. 106:15).
Qual era a reputação de Samuel entre o povo? (9:6). Originalmente, como se chamava um profeta? (9:9). Em que grau de proximidade a Deus se encontrava Samuel ? (9:15). Que sinais foram dados para confirmar a fé de Saul? (10:1-8). Notem aqui a existência de uma escola de profetas da qual Samuel era provavelmente o chefe. (9:10).
O capítulo 10:6-9 não ensina que Saul se tenha regenerado. Declara, contudo, que o Senhor deu a Saul um novo coração, mas isso significa simplesmente que lhe conferiu as qualidades necessárias para o ofício. Deu-lhe o coração de um rei. A ação de Saul em esconder-se entre a bagagem tem sido interpretada como sinal de modéstia de sua parte. Mas era uma modéstia manifestada em tempo inoportuno. “É um pecado tão grande insistir na modéstia e permanece atrás, quando o Senhor chama á frente,como o é, passar á frente quando a vontade de Deus é que se fique atrás”. Estava todo o povo a favor de Saul (10:27). Como demonstrou a sua sabedoria? (10:27). O que foi que estabeleceu a popularidade de Saul? (11:11-13). Embora Israel tenha rejeitado Jeová, Ele os desamparou inteiramente? (12:14,22). Como considerava Samuel o descuido da oração intercessora? (12:23).
O capítulo 13 relata o pecado de Saul – intrometendo-se no oficio sacerdotal. Isso foi uma violação flagrante de Nm. 3:10,38. Qual a desculpa dada? (v.12). O que perdeu por causa de sua desobediência? (13:13).
O que se fez saber a Saul? (13:14). Qual ato de desobediência selou a sorte de Saul? (15:1-9). Que desculpa deu Saul? (v. 18). Que princípio expôs Samuel em 15:22. Foi o arrependimento de Saul realmente sincero? (comp. V. 25 e 30). Quais foram os sentimentos de Samuel a respeito da rejeição de Saul? (15:35). E os sentimentos de Senhor?
III. REFERENTE A DAVI
1. Davi ungido rei. (cap.16)
2. A vitória de Davi sobre Golias (17)
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3. As perseguições e peregrinações de Davi. (cap.18-30)
4. A morte de Saul (31)
Como julgava Samuel as qualidades necessárias de uma pessoa para se tornar rei? (16:6). Como julga o Senhor? (16:7). O que sucedeu depois que Davi foi ungido? (16:13). De qual acontecimento isso era típico? (Mt. 3:16,17).
O capítulo 16:14 parece apresentar uma dificuldade. Lemos que o Espírito do Senhor deixou Saul e um espírito mau da parte do Senhor o atormentava. Tem sido perguntado: envia Deus maus espíritos aos homens? Para a explicação disto citamos algumas palavras do Dr. Torrey: “Que quer dizer um “mau espírito”? O texto demonstra-o claramente. Era um espírito de descontentamento, inquietação e depressão.
As circunstâncias eram estas: Saul tinha se mostrado infiel ao Senhor. Tinha desobedecido deliberadamente a Deus. Este, como conseqüência, havia retirado Seu Espírito dele e um espírito de medo e descontentamento vinha sobre Saul.
“Este não era um ato cruel por parte de Deus. Não havia coisa mais bondosa que Deus pudesse ter feito. É uma das provisões mais misericordiosas de nosso Pai celestial que, quando lhe desobedecemos e andamos longe d`Ele, nos faça sentir infelizes e descontentes em nosso pecado. Se Deus permitisse que continuássemos felizes em nosso pecado, seria a coisa mais cruel que podia fazer, mas Deus na Sua grande misericórdia quer reaver a Si mesmo, se possível, todo o pecado, e se pecarmos, Deus, para nosso maior bem , envia-nos inquietações e profunda tristeza. Se fizermos o devido uso dessa tristeza que o Senhor nos envia, ela nos levará a Deus e á alegria do Espírito Santo. Saul usou-a mal. Em lugar de permitir que a inquietação de seu coração lhe trouxesse o arrependimento, permitiu que amargurasse sua alma contra aquele que Deus tinha favorecido. Ao enviar o espírito foi um ato de misericórdia de Deus. Do mau uso desse ato de misericórdia resultou a ruína de Saul”.
Temos lido o relato das peregrinações e perseguições daquele que tinha sido ungido rei de Israel. Quais eram os seus sentimentos durante esse tempo? Suas experiências religiosas? A leitura dos Salmos seguintes, que se referem a este período de sua vida, responderá a estas perguntas. O estudante deve ler o Salmo 59, com. I Sm. 19:11; Salmo 56, comp. I Sm. 21:10,11; Salmo34, comp.21:13; Salmo 57, comp. II Sam. 22:1; Salmo 52, comp. I Sm. 22: 9; Salmo 54, comp. I Sm. 23:29.
SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL
O livro todo concentra-se na figura de Davi, não há outra de suficiente importância que atraia a atenção. É o quadro do ungido de Deus, para o qual os nossos olhos se dirigem. É o quadro do homem segundo o coração de Deus que iremos estudar. E começamos o nosso estudo com esta pergunta: o que há em Davi que mereça um título tão honorífico? Não o observamos de longe de modo a vê-lo como rei, em posição elevada, rodeado por toda a insígnia da realeza, mas sim observamo-lo de perto, na sua familiaridade de homem. Vêmo-lo, não somente sobre o trono, mas sim no lar. Vêmo-lo nas suas tristezas mais profundas, e na hora de seus maiores triunfos, ouvimos as suas orações e os seus elogios, sua justa indignação, e suas palavras de bondade, ternura e generosidade. Somos testemunhas do seu pecado, do seu arrependimento, dos seus momentos de impaciência e da sua dignidade real. O quadro todo, apesar de
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suas partes em sombras escuras, apresenta-nos um homem em cuja vida Deus ocupava o primeiro plano. Para Davi, sobre todas as demais coisas, Deus é uma gloriosa realidade. Em suma, Davi é um homem que está profundamente consciente de sua própria debilidade, erro e pecado, mas quem conhece a Deus, e confia N`ele de todo o seu coração.
Autor. Os acontecimentos registrados no livro II Samuel foram acrescentados provavelmente ao livro de Samuel (I Cr.29:29) por Natã ou Gade. No original hebraico, I e II Samuel formavam um livro. Foram divididos pelos tradutores da Septuaginta (mais ou menos em 285 antes de Cristo), quando traduziram o velho testamento para a língua grega.
Esfera de ação. Desde a morte de Saul até a compra do local do templo, abrangendo um período de 37 anos.
A ELEVAÇÃO DE DAVI
Acreditam alguns eruditos que a história do amalequita (II Samuel 1:4-10), fosse invenção sua. Seu objetivo em vir a Davi com as novas da morte de Saul foi achar favor perante seus olhos. Imaginou que o rei se sentiria alegre com a notícia da morte de seu inimigo. Davi, vendo o mau motivo do jovem, castigou-o justamente. Ao fazê-lo desta maneira, Davi agiu conforme o princípio que tinha seguido em todos os seus tratos com Saul; reverência pelo ungido do Senhor. Deseja evitar toda aparência de ser cúmplice da morte se Saul.
Qual foi a primeira tribo a reconhecer Davi como rei? (2:1-4). Como Davi demonstrou de novo sua bondade a Saul? (2:5-7). Quem instigou a guerra entre Judá e as onze tribos? (2:8-11). Qual foi o resultado da guerra? (3:11). Quem fez aliança com Davi neste tempo? (3:12-26). O que se revela do caráter de Joabe? (cap.3:27). Qual foi a atitude de Davi ante o assassinato de Abner por pó Joabe? Notem a continuação de fidelidade de Davi para com Saul e sua casa (cap.4). Onde e quando Davi foi nomeado rei de todo Israel? (cap. 5). Que cidade chegou a ser a capital do reino nesse tempo? (5:6-9). Quem nesse tempo edificou a Davi uma casa? (5:11). Qual Salmo compôs Davi nessa ocasião? (Sl. 30).
O trazer a arca foi um ato louvável por parte de Davi mas a maneira de traze-la era uma violação da lei de Deus. A arca, em vez de ser conduzida num carro, devia ter sido pelos sacerdotes (Nm. 4:14,15; 7:9). Aonde foi levada a arca depois disto? (6:10,11). Que trouxe sua presença a essa família? A conduta de Davi ante a arca foi muito digna? Quem o levou a mal? Como censurou ele a Davi? (v.21). Qual foi o resultado da crítica de Mical a Davi? (v. 23).
O que Davi propôs fazer? (7:1-3). Quem o animou nisto? Foi, porém, a vontade de Deus que Davi edificasse um templo? (I Cr. 22:8).
O capítulo 7:8-17 relata que Deus fez um pacto com Davi, em que prometeu a ele e a seus descendentes o trono e o reino para sempre. Citamos o Dr. Scofield: “Este pacto, sobre o qual o glorioso reino de Cristo “da semente de Davi segundo a carne”, será fundado, assegura:
1. Uma “casa” a Davi; a saber: prosperidade, família.
2. Um “trono’’; a saber: autoridade real”.
3. Um “reino”; a saber: uma esfera de governo.
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A QUEDA DE DAVI
Leia o Salmo 51.
As palavras de Natã, que Davi tivesse dado ocasião aos inimigos de Jeová de o blasfemarem (12:14), têm-se cumprido nos sarcasmos dos incrédulos que zombam de Davi fosse por ter sido chamada “um homem, segundo o coração de Deus”. Que Davi fosse um homem segundo o coração de Deus não quer dizer que não tivesse defeitos, mas sim significava que era homem em cujo coração havia um desejo sincero de fazer a vontade de
Deus e buscar Sua justiça, em contraste com Saul, que sempre buscava o seu próprio caminho. Davi cometeu um pecado dos mais vis, porém, com verdadeiro sentimento de justiça de Jeová e de sua própria culpa, ele se arrependeu em saco e cinza. Há muitas lições importantes que podemos aprender do pecado de Davi.
1. Por mais forte e espiritual que seja um homem, se desviar os olhos de Deus, estará sujeito a cair.
2. O relato, em termos claros, do pecado do maior herói de Israel, sem procurar desculpá-lo é uma prova forte da origem divina da Bíblia. O mais natural teria sido colocar um véu sobre este acontecimento desagradável (cap. 12:12).
3. A graça de Deus pode perdoar o mais vil pecado se houver verdadeiro arrependimento (12:13).
4. Tudo o que o homem semeia isto também ceifará. A criança nascida da união pecaminosa de Davi morreu. Seus dois filhos seguiram-lhe no adultério e um cometeu crime de assassinato.
4. Deus não tolerará o pecado, nem por um momento, mesmo de Seus filhos mais amados.
OS ÚLTIMOS ANOS DE DAVI
Qual foi a causa da fome mencionada no capítulo 21.(comp. Josué cap. 9). Que pena pagou a família de Saul pela violação deste juramento?
O capítulo 22 foi chamado pó Spurgeon “o retrospecto de gratidão”. No fim de sua vida e reconhece com gratidão a graça e a fidelidade de Jeová.
Os primeiros sete versículos do capítulo 23 registram as últimas palavras de Davi. Nesta conexão se deve ler o Salmo 72, cujo último versículo parece indicar que fosse a última oração de Davi. Quais as três coisas mencionadas referentes a Davi no versículo 1? O que declarou Davi acerca de si no versículo 2? Quem foi testemunho disso? (Mt. 22:43). Na opinião de Davi, como se descreve um governador ideal, escolhido por Deus? (vrs. 3,4). Sentia Davi que ele e sua casa tinham alcançado este ideal: v.5. Apesar de ter encontrado muitas dificuldades e fracassos, que fato o consola? (vr. 5). Que disse a respeito de seus inimigos? (vrs. 6,7). O resto do capítulo dá uma relação dos valentes de Davi e das suas façanhas. Os versículos 16 e 17 nos dão uma idéia da devoção destes homens para com Davi e do apreço de Davi ao valor deles.
PRIMEIRO LIVRO DOS REIS
Em I e II Samuel relata-se como a nação judaica exigiu um rei a fim de tornar-se como as demais nações. Embora contrária à sua perfeita vontade, Deus
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lhe concedeu essa petição. Neste livro aprendemos a história de Israel sob os reis. Apesar de governarem muitos reis de caráter reto a história da maior parte deles é a de governos maus e de iniqüidade. De acordo com Sua promessa
Autor. O autor humano é desconhecido. Acredita-se que Jeremias completou os registros escritos por Natã, Gade (I Crôn. 29:29) e outros.
Esfera de ação. Desde a morte de Davi até o reinado de Jorão sobre Israel, cobrindo um período de 118 anos desde 1015 a 897 antes de Cristo.
O ESTABELECIMENTO DO RIENO DE SALOMÃO
Qual era a condição física de Davi neste tempo? Quem procurou tomar o reino? O que devia ter servido de aviso para ele? (II Sm. 15:1-6). Quais foram os seus cúmplices? Como foi frustrada a conspiração? Por que Adonias não podia tornar-se rei? (I Cr. 22:9-10).
Referente ao último encargo de Davi a Salomão (2:1-9). Citamos do comentário de Bahr:
“As instruções especiais referentes a pessoas individuais, Davi comunica-se, não como um homem particular, mas como rei de Israel. O assassinato duplo cometido por Joabe tinha passado sem ser castigado. Quando foi cometido, Davi não estava em condições de poder castigar a Joabe; mas sentia todo o peso deste seu ato, e, horrorizado, proferiu uma imprecação contra este homem (II Sm. 3:29). Na opinião do povo, porém, a falta de castigo deve ter sido considerada como um insulto contra a lei e a justiça, e culpa recai sobre o rei. Era uma mancha no seu reinado que ainda não estava apagada. Mesmo no leito da morte, Davi pensa que é o seu dever, como juiz supremo, dar o seu sucessor uma ordem explicita acerca disso. Pensava na sua consciência e ele desejava que de alguma maneira (“ faze conforme a tua sabedoria”) a mancha fosse removida. Além disso, a participação de Joabe na revolta de Adonias devia parecer muito perigosa para o trono de Salomão. Assim como o castigo de Joabe é uma. “Questão”. De consciência, do mesmo modo o foi à recompensa de Barzilai. O que Barzilai tinha feito fez para ele como rei, como ungido de Jeová. Tal fidelidade e devoção à casa reinante devia ser recompensada publicamente e reconhecida em honrosa recordação depois da morte do rei. Em contraste direto à ação de Barzilai estava a de Simei. Ele não amaldiçoou Davi como particular, mas o amaldiçoou com a maldição mais pesada, como o ungido de Jeová. Assim amaldiçoou indiretamente ao próprio Jeová, porque a blasfêmia contra o rei estava no mesmo nível da blasfêmia contra Deus (II Reis 21-10). Ambas eram passivas de castigo de morte (Lv. 24:14; Ex. 22:27) razão por Absai pensou que Simei devia morrer (II Sm. 19:22). Mas Davi desejava mostrar-se compassivo nesse dia
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feito com Davi. Quanto aos demais, Davi deixou que Salomão escolhesse a maneira e o tempo de seus castigos, suposto somente que não ficassem impunes”.
O REINADO DE SALOMÃO
Com se casou Salomão? Onde sacrificaram Salomão e o povo por falta de um santuário? (3:2-4). Que petição fez Salomão nessa ocasião? (3:9). Que lhe deu o Senhor além do que pediu? Que versículo da escritura ilustra isso? (Ef. 3:20). Que acontecimento, ilustrando a sabedoria de Salomão, é relatado? Quais eram as condições de Israel e Judá durante o reinado de Salomão (4:20, 24,25). Quais eram as fronteiras dos domínios de Salomão? (4:21,24).
Quem forneceu a Salomão o material para construir o templo? Em que ano depois da partida de Israel do Egito começou a construção do templo? Que mensagem recebeu Salomão neste templo? (6:11-13). Quanto tempo levou a construção do templo? (6:38). Quanto tempo levou a construção da casa de Salomão? O que fizeram depois que o templo foi terminado? (8:1-19). O que continha na arca? Como Deus manifestou Sua presença neste templo? Notem cuidadosamente o sermão de Salomão (8:54-61). Como se celebrou a dedicação? (8:62-66). Quando foi respondida a oração de Salomão e seu povo? (9:10-28). O que escolheu Israel finalmente? Descreva as atividades de Salomão (9:10-28). Quem causou a queda de Salomão? (11:1-2). A que o conduziram?(11:5-8). Com qual castigo Deus o ameaçou? (11:11). Quando aconteceria isso? (11:12) Quanto de seu reino restaria? Que profeta é apresentado aqui? (11:29). Que oportunidade se apresentou a Jeroboão? (11:38).
A DIVISÃO DO DECLÍNIO DO REINO
A maneira mais proveitosa para o estudante aprender esta seção é fazer uma lista dos reis de Judá e de Israel, anotando em resumo os seguintes fatos: o caráter do rei; o tempo que reinou; os nomes dos profetas mencionados em conexão com seu reinado; e os acontecimentos principais de seu reino.
A lista segue dos reis de Judá e Israel, agrupados tanto quanto possível em ordem cronológica, servira de guia ao estudante.
JUDÁ ISRAEL
Roboão Jeroboão
Abião
Asa
Nadab
Baása
Ela
Zimri
Jeosafá Omri
Acabe
Jorão Acazias
Qual petição trouxeram a Roboão os anciãos do povo? Apesar da prosperidade material do reino de Salomão, qual era a condição do povo? (12:4).
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O que revelou a loucura de Roboão? O que perdeu por isso? Havia já o princípio
de uma separação entre Judá e Israel? (II Sm.2:8-11; 19:41 e 20:1,2). O que procurou fazer Roboão para impedir a separação das outras tribos? O que o deteve?
O que temia Jeroboão? (12:26). O que fez para impedir isso? (12:27,28). Desejava a princípio destruir inteiramente o culto de Jeová, ou queria dirigi-lo de outra maneira? Quem lhe sugeriu fazer os dois bezerros de ouro? (Ex. 32:1-4). Onde os colocou? Qual o mandamento que ele quebrou? Quem denunciou o pecado? (13:1,2). O nascimento de quem profetizou 350 anos antes de acontecer? (comp. II Reis 23:15). Qual versículo da Escritura a desobediência do homem de Deus ilustra? (comp. 13:18 a Gl. 1:8,9). Que sentença foi pronunciada sobre Jeroboão? Que profecia referente a Israel foi pronunciada? (14:15,16).
Elias e João Batista são mencionados juntos no novo testamento, o último cumprindo o ministério do primeiro com relação à primeira vinda do Messias (Lucas 1:17; Mt.1:10-13). Elias é o João Batista do Velho Testamento e João Batista é o Elias do Novo Testamento. Seus ministérios oferecem uma comparação interessante:
1. Ambos ministravam-se em tempos em que Israel se tinha afastado do verdadeiro culto espiritual de Deus.
2. Assemelhavam-se um ao outro na aparência. (II Reis 1;8; Mt. 3:4).
3. Ambos pregavam o arrependimento nacional. (I Reis 18:21, Mt.3:2)
4. Ambos repreenderam reis malvados.(I Reis 18:18; Mt. 14:3,4).
5. Ambos foram perseguidos por rainhas malvadas (I Reis 19:1, Mt.14:8).
6. O sacrifício de Elias no Monte Carmelo, e o batismo de João marcam um tempo de arrependimento nacional.
7. Eliseu, o sucessor de Elias, recebeu seu poder para o serviço, no Jordão; Jesus, o sucessor de João, recebeu a unção do Espírito no mesmo rio.
8. Ambos, no fim dos seus ministérios, cederam ao desânimo (I Reis 19:4; Mt.11:2-6).
SEGUNDO LIVRO DOS REIS
O segundo livro dos Reis é uma continuação da história da queda de Judá e Israel, culminando no cativeiro de ambos. Temos aqui a mesma história de fracasso de rei e do povo, uma história de apostasia e idolatria. Embora este tenha sido o grande período profético de Israel, a mensagem dos profetas não foi ouvida. As reformas que se realizaram sob tais reis com Ezequias e Josias foram superficiais. O povo logo voltou a seus pecados e continuou nos mesmos até que mais nenhum remédio houve.(Cr. 36:15-16).
Autor. O autor humano é desconhecido. Acredita-se 2que Jeremias compilou os registros feitos por Natã, Gade e outros.
Esfera de ação. Desde o reinado de Jorão sobre Judá e Acazias sobre Israel, até o cativeiro, cobrindo um período de 380 anos desde 896-588 a .C.
O FIM DO REINADO DE ELIAS
Quem adoeceu nesse tempo? Que espécie de homem era? Qual era seu
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grande pecado? (Êx.20:3; Dt.5:7). Que sentença foi pronunciada sobre ele?
Como se descreve Elias? (1:8).
O que propôs a fazer o Senhor? (2:1). Quem sabia disso?(2:3). Que milagre fez Elias junto ao Jordão? Que petição fez Eliseu? Com que condição lhe foi concedida?
O MINISTÉRIO DE ELISEU
Os acontecimentos principais do ministério de Eliseu são os seguintes:
1. O primeiro milagre de Eliseu – A divisão das águas do Jordão (2:14).
2. O saneamento das águas más (2:19-22).
3. A maldição dos rapazes irreverentes (2:23-25).
4. A sua repreensão pela aliança de Jeosafá e Jorão (3:10-27).
5. O aumento do azeite da viúva (4:1-7).
6. Restauração da vida do filho da mulher sunamita (4:8-37).
7. O saneamento da panela mortífera (4:38-41).
8. A alimentação dos 100 homens (4:42-44).
9. A cura de Naamã (5:1-27).
10. O machado feito flutuar (6:1-7).
11. Eliseu e o exército Sírio (6:8-23).
12. A promessa de Eliseu de alimento (7:1-20).
13. Sua predição de 7 anos de fome (8:1-2).
14. A visita de Eliseu a Bem Hadade (8:7-15).
15. O envio de um profeta para ungir a Jeú rei (9:1-10).
16. Enfermidade e morte de Eliseu (13:14-21).
Notem a referência aos “filhos dos profetas” (2:3). Sabemos então que haviam escolas naqueles dias onde os jovens israelitas eram preparados para o ministério profético. (comp. I Sm. 10:5-10); II Reis 6:11).
O DECLÍNIO E A QUEDA DE ISRAEL
Quais nações foram enviadas contra Israel? (13:22; 15:19,29). Quais eram os sentimentos de Jeová para com Israel? (13:23;14:26,27). Sob que reinado se deu o cativeiro de Israel? (17:4). Notem a acusação de Deus sobre Israel no cap. (17:7-23).
A imigração forçada das dez tribos para o território da Assíria obedeceu a um princípio adotado pelos orientais com o fim de evitar a sublevação dos povos subjugados, dentre eles, Israel. Isto causou o desaparecimento daquelas tribos pela mistura com os assírios, preservando apenas uns poucos que permaneceram na terra. Estes se misturaram como o povo vindo da Assíria, dando origem mais tarde aos samaritanos. Com leões que os atacavam, Deus aqueles estranhos devido á idolatria. Por isso, clamaram ao rei da Assíria que lhes enviou um sacerdote israelense para ensinar-lhes a lei de Deus. Por fim, abandonaram a idolatria e quiseram unir-se a tribo de Judá, mas foram rejeitados por Esdras e Neemias (Ed 4:1-3), surgindo o tradicional ódio entre judeus e samaritanos. Estes últimos construíram um templo no monte Gerezim, onde adoravam ao Senhor. Mais tarde um rei judaico destruiu o templo, mas os samaritanos, assim mesmo, continuaram a servir a Deus naquele monte até que
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Cristo veio e disse á mulher samaritana (João 4) que era chegado o tempo em que os verdadeiros adoradores adorariam a Deus em espírito e verdade (não importando o lugar).
O DECLÍNIO E A QUEDA DE JUDÁ
O reino de Judá durou mais ou menos 150 anos mais do que o de Israel. Sua história é muito mais luminosa do que a de Israel. Enquanto sofreu muitas alterações de dinastia, a linhagem real de Davi foi conservada intacta em Judá. Enquanto a história de Israel apresenta uma sucessão de revoltas e usurpações, a história de Judá é relativamente pacífica. A preservação de Judá pode explicar-se pelo fato de que havia de vir por intermédio o Messias.
PRIMEIRO E SEGUNDO LIVRO DAS CRÔNICAS
Introdução:
Como os livros das Crônicas abrangem, na sua maioria, a matéria que se encontra em II Samuel em I e II Reis, cremos que é suficiente Dara uma introdução apenas a estes livros.
Tema: Os tradutores gregos da Bíblia referem-se a estes livros como “As coisas Omitidas”, porque fornecem muitas informações que não se encontram nos livros dos Reis. Embora os “Reis” e as “Crônicas” demonstrem grande similaridade no seu conteúdo, foram escritos sob diferentes pontos de vista, o primeiro sob o ponto de vista humano, o último, sob o divino. Para ilustrar: I Reis 14:20, relatando a morte de Jeroboão, diz que “dormiu com seus pais”. Isso é o ponto de vista humano. Segundo Crônicas 13:20, relatando a morte de Jeroboão, diz que “o feriu Jeová, e morreu”. Este é o ponto de vista divino. Um escritor dá o seguinte esquema interessante para demonstrar a diferença entre “Reis” e “Crônicas”.
1. “Os Reis” foram escritos pouco depois do princípio do cativeiro em Babilônia. As “Crônicas” foram escritas pouco depois do regresso do cativeiro.
2. Os “Reis” foram compilados por um profeta - Jeremias; As “Crônicas” por um sacerdote - Esdras.
3. Os “Reis” põem em relevo o trono dos reis terrestres; As “Crônicas”, o trono terrestre (o templo) do Rei celeste.
4. Os “Reis” tratam de Judá e Israel; As “Crônicas”, de Judá, sendo Israel mencionado apenas acidentalmente.
5. Os “Reis” é um livro político e régio; As “Crônicas”, eclesiástico sacerdotal.
Autor. “Não se sabe ao certo quem foi o autor de “Crônicas”, mas provavelmente é correta a crença que prevalece dos judeus como se encontra no Talmute. Ali se declara Esdras como redator de registros escritos e preservados por homens dignos de confiança. Esses registros por tais homens como Samuel, Natã, Gade, Ido, etc., foram inspirados por Deus; Esdras foi inspirado, além, disso, para fazer a seleção entre eles e reuni-las, numa narração contínua. Há pouca dúvida de que a história em “Crônica” fosse escrita por Esdras ao regressar do cativeiro babilônico, a fim de animar o povo e construir o templo”.
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Esfera de ação. Desde a morte de Saul até o decreto de Ciro, abrangendo um período de 520 anos; desde 1056 até 236 a.C.
ESDRAS
Introdução:
Por serem os livros de Esdras, Neemias e Ester tão intimamente relacionados, tratando do mesmo período, damos aqui os acontecimentos principais contidos nestes livros, para que o estudante possa ver de relance a história do período que seguiu ao cativeiro.
1. O regresso dos desterrados sob Zorobabel - 536 a.C.
2. A reconstrução do templo - 535 a.C.
3. O ministério dos profetas Ageu e Zacarias - 520 a.C.
4. A dedicação do templo - 515 a.C.
5. Os acontecimentos relatados no livro de Éster - 478 até 473 a.C.
6. Esdras visita Jerusalém - 458 a.C.
7. Neemias enviado a Jerusalém como governador - Reconstrói o muro- 446 a.C.
8. Malaquias profetiza.
A idéia predominante de Esdras é a restauração. Uma comparação entre “Reis” e “Crônicas” registram a destruição do templo de Israel; o último, a sua reconstrução. Um apresenta o quadro escuro de uma nação corrompida pela idolatria; o outro, uma nação completamente purificada do culto idólatra. Um registra o descuido da lei; o outro, a sua restauração, em seu devido lugar, nos corações do povo. Um registra mistura de Israel com os pagãos; o outro, a separação completa de Israel da influência e dos costumes pagãos. Esdras dá uma lição admirável da fidelidade de Deus. Fiel à Sua promessa (Jr.29:10-14) ele estende a Sua mão para conduzir Seu povoa sua terra, e ao fazê-lo, usa os reis pagãos - Ciro, Dario, Atarxerxes - como Seus instrumentos.
Autor. O fato de estar o livro escrito na primeira pessoa, por Esdras, (cap. 7 e 9), indica que ele foi o autor. Esdras foi primeiro da classe conhecida como escribas, os quais eram os copistas oficiais e intérpretes das escrituras. Lemos que Esdras dedicou-se ao estudo da Palavra de Deus com a finalidade de expô-la ao povo (7:10). A ele foi atribuída a obra de pôr ordem o cânon do Velho testamento; a saber: de compilar num livro aquelas Escrituras que eram inspiradas.
Esfera de ação. Desde a volta da Babilônia até o estabelecimento na Palestina, abrangendo um período de 79 anos mais ou menos, desde 536 a.C.
O REGRESSO SOB ZOROBABEL
Ciro foi o rei da Pérsia que derrotou o império babilônico, em seu cumprimento da profecia divina (Is.14:22; Jr.27:7; Dn. 5:28). Seu decreto permitindo o regresso dos judeus foi predito por Isaías, o qual chamou Ciro por seu nome 200 anos antes do nascimento deste, referindo-se a ele como o libertador do povo de Deus e o reconstrutor do templo (Isaías 44:1-4). Josefo, foi o historiador judeu, relata-nos que Daniel mostrou estas profecias a Ciro, e que o monarca ficou tão impressionado por elas e tão bem disposto para com o povo cativo, que publicou um decreto permitindo-lh voltar à sua terra.
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O REGRESSO SOB ESDRAS
No reinado de quem voltou Esdras a Jerusalém? De quem descendia Esdras? (7:5). Como é descrito? (7:6-12). Qual foi o propósito em ir a Jerusalém? (7:10). Que missão lhe foi dada? (7:25,26). Como Esdras iniciou seu retorno?(8:21). Como mostrou a sua fé absoluta em Deus? (8:22). Qual lei referente às suas relações com o povo pagão os judeus tinham violado? (9:1, comp. Êx.34:15,16; Dt.7:3). A que conduz sempre esta infração da lei? Quais foram os sentimentos do povo ao compreender o seu pecado?(10:7). Que pactos fizeram com Deus? Que proclamação fez Esdras? (10:7).
Qual a intensidade da convicção do povo? Notem que a ação dos judeus em deixarem as suas esposas e filhos pagãos era algo severo, mas se deve recordar que no passado, o matrimônio com pagãos causava o pecado e a idolatria e que era necessário permanecer pura a tribo de Judá porque dela havia de vir o Messias.
NEEMIAS
Este livro gira em torno duma pessoa - Neemias. É a autobiografia de um homem que sacrificou uma vida de luxo e prazeres para poder ajudar a seus irmãos necessitados em Jerusalém. Descreve um homem que combinou a espiritualidade com a prática - um que sabia tanto orar como trabalhar. Absolutamente destemido, ele recusou fazer pactos com os inimigos externos e com o pecado interno. Depois de reconstruir o muro de Jerusalém e efetuar muitas reformas gerais entre o povo, humildemente deu a glória a Deus por tudo o que tinha executado. A lição principal que ensina a sua vida, é que a oração e a perseverança vencerão todos os obstáculos.
Autor. Neemias.
Esfera de ação. Desde a viagem de Neemias a Jerusalém até a restauração do culto no templo, cobrindo um período de mais ou menos 12 anos, desde 446 até 434 a.C.
A RECONSTRUÇAO DO MURO DE JERUSALÉM
Que novas recebeu Neemias? (1:2,3). Que efeito fez isto nele? O copeiro, nas cortes antigas orientais sempre era uma pessoa de destaque e importância; e, pela natureza confidencial de suas obrigações e seu acesso freqüentemente à presença real, possuía uma grande influência. Xenofonte, um historiador grego, observou particularmente as maneiras graciosas e agradáveis em que os copeiros dos monarcas medos e persas desempenhavam o seu dever de apresentar o vinho aos seus amos reais. “Tendo levado o vaso na presença do rei, e derramado na sua mão esquerda um pouco de vinho que tomavam na sua presença, então lhe deram o copo; não o seguravam com toda mão, mas com as pontas de seus dedos”.
O AVIVAMENTO DA RELIGIÃO E A RESTAURAÇÃO DE CULTO (7-13:3)
Quem deixou Neemias encarregado de Jerusalém enquanto voltou ao rei da Pérsia? (7:2). Que precauções deviam tomar o povo contra os ataques de surpresa?(7:3).
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Antes de sair, Neemias fez outro recenseamento do povo baseado no que foi feito por Esdras. Isso foi com o propósito de distribuir a terra de acordo com a ordem genealógica de cada família, para verificar com exatidão a quem pertencia legalmente o dever de ministrar ante o altar e dirigir os vários serviços do templo. O capítulo 7:73 relata o resultado deste registro, a saber: que todas as famílias estivessem nas suas próprias cidades.
A CORREÇÃO DOS ABUSOS (Cap. 13:4-31)
Depois de suas primeiras reformas, Neemias voltou à corte do rei Pérsia (13:6). Ao regressar à Palestina, encontrou o sacerdócio e o povo recaído nos seus pecados antigos.O sumo sacerdote hospedava um governador pagão nos próprios recintos sagrados do templo; o sustento do sacerdócio tinha sido descuidado; o espírito de comercialismo ameaçava a santidade do dia do descanso; e muita gente tinha contraído união ilegal com os pagãos.Com seu zelo e energia característicos, Neemias logo corrigiu esses abusos.
ESTER
O livro de Ester tem uma peculiaridade que o distingue de qualquer outro livro da Bíblia; a saber: nele o nome de Deus não se menciona nem uma vez, nem tampouco há referências à lei ou à religião judaica. Apesar do nome de Deus não se mencionar, há abundantes sinais de que Ele estava operando e cuidando de Seu povo, de uma destruição que o ameaçava.
Assim, como Deus salvou o Seu povo do poder de Faraó, Ele salvou Israel da mão do malvado Hamã. No primeiro caso o salvamento foi efetuado por uma manifestação de Seu poder e uma relação de Si mesmo; mas no último caso, Deus permaneceu invisível ao Seu povo e a seus inimigos; efetuando a salvação por intermédio de instrumentos humanos e meios naturais. “É esta ausência do nome de Deus que constitui sua beleza principal e não deve considerar-se como uma mancha sobre o mesmo”. Mattew Henry disse: “Se o nome de Deus não está aqui, está o seu dedo”. Este livro é, como o chama o Dr. Pierson, “O Romance da Providência”.
Por providência queremos dizer que em todos os assuntos e acontecimentos da vida humana, individuais e nacionais, Deus tem uma parte e uma porção. Mas essa influência é secreta e oculta. Assim, nesta admirável história, que ensina a realidade da divina providência, o nome de Deus não aparece é só o olho de fé vê o fator Divino na história humana. Para o observador atento toda história uma sarça ardente, acesa pela presença divina. A tradição cita Deuteronômio 31:18 como outra razão porque não menciona o nome de Deus. “Por causa de seu pecado, Deus tinha escondido Seu rosto a Israel. No entanto, embora tenha escondido Seu rosto, não se esquecia de Seu povo nem deixava de interessar-se por ele apesar de que o fazia sob um véu”. – Lee. A mensagem do livro pode resumir-se da maneira seguinte: A Realidade da Providência Divina.
Autor. Desconhecido. Provavelmente Mardoqueu (vide 9:20). Alguns acreditam que foi Esdras.
Esfera de ação. Entre os capítulos 6 e 7 de Esdras, antes este partir para Jerusalém.
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A FESTA DE ASSUERO
“O fato de Vasti haver recusado obedecer a uma ordem que lhe impunha expor-se duma maneira indecente ante um grupo de bêbados desordenados, correspondia à modéstia de seu sexo e a dignidade de rainha, porque segundo os costumes persas, a rainha, ainda mais que esposas de outros homens, estava reclusa da vista do público; e se o sangue do rei não estivesse esquentado pelo vinho, ou sua razão ofuscada pelo orgulho, ele teria percebido que a sua própria honra, tanto quanto a dela, foi mantida por sua digna conduta.
Note o que se diz no versículo 19 referente à lei dos medos e persas. Parece que os persas tinham atingido um grau tão elevado de sabedoria na redação de leis, que nunca podiam ser emendadas ou abrogadas; e nisto se baseia a sentença “. Evidentemente, Assuero arrependeu-se quanto ao tratamento para com Vasti (2:1), mas segundo esta mesma lei que tornou irrevogável a palavra de um rei persa, ela não podia ser restaurada ao lugar de rainha”.
O capítulo 2;3,4 refere-se a um costume áspero do Oriente. Quando chegava a ordem da corte real para que uma jovem se apresentasse ante o rei, não importava quão mal disposto estivessem seus pais, não se atreviam a recusar.
Assim Ester foi obrigada a entrar na Corte de Assuero. Deve levar-se em conta que no Oriente onde prevalecia a poligamia não era considerada uma desgraça, uma jovem pertencer ao “harém” de um governador. Cada uma delas era considerada esposa do rei.
Notem que Mardoqueu tinha dito a Ester que ocultasse a sua nacionalidade (2:10). Se Ester tivesse revelado a mesma, teria perdido o seu progresso à dignidade de rainha, sendo que os judeus eram geralmente desprezados. Nesta instrução de Mardoqueu a Ester, vemos uma indicação da direção divina, pois não foi por causa de ter sido rainha que ela pode salvar o seu povo?
O capítulo 2:21 menciona outro elo na cadeia da providência divina. Mardoqueu protegeu a vida do rei contra os conspiradores e isto foi registrado nas crônicas do reino. Esse incidente teve um papel importante no livramento dos judeus, como veremos mais tarde.
A FESTA DE ESTER
“A homenagem de prostrar-se, não inteiramente estranha aos costumes do Oriente, não tinha sido pedida pelos vizires anteriores mas Hamã queria que todos os oficiais subordinados da corte se prostrassem ante ele com o rosto em terra, mas a Mardoqueu parece que tal atitude de profunda reverência fosse devida somente a Deus.
Hamã ficou tão irritado por ter Mardoqueu recusado adorá-lo que resolveu destruir inteiramente a raça judaica, e a fim de marcar um dia para a execução de seu propósito, lançou “pur”, isto é lançou sortes.
Embora, como dissemos em nossa introdução, não haja referências diretas à religião judaica, o fato de que Ester e Mardoqueu jejuaram, indica a oração a Deus. Notem que enquanto o nome de Deus não se menciona, o capítulo 4:14 ensina claramente a fé no cuidado e proteção de Deus. Parece que Mardoqueu tem plena certeza de que Deus livrará Seu povo, e que na providência divina, Ester tinha chegado ao trono com o propósito de libertar seu povo.
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As circunstâncias naturais aparentemente favoreciam uma audiência de Ester perante o rei (4:11). O que esperava Ester? (4:16). Como se manifestou a influência de Deus em seu favor? (5:3). Rogou ela imediatamente pela libertação do seu povo? O que havia de suceder antes de fazer isto? (6:1-10). Qual versículo da escritura ilustra 7:11 (Pv.26:27; Sl.9:15).
A FESTA DE PURIM
Como as leis dos medos e persas eram irrevogáveis, (1:19; Dn.6:8)., o mandato do rei de destruir os judeus não se podia alterar. Mas para poder neutralizar esta ordem, o rei deu-lhe permissão de defender-se. Com o apoio do rei e governo, e de um primeiro ministro judeu, a vitória foi assegurada. Mas por trás destes meios naturais, estava o Deus invisível que protegia os Seus.
Quais foram os sentimentos dos judeus ao ouvirem o decreto do rei? (8:16,17). Qual o efeito que produziu nos pagãos? (8:17). Quantos de seus inimigos os judeus mataram? (9:16). Como celebraram a sua vitória?
Chamaram a estes dias de Purim, nome derivado de “pur” (9:26). Pur na língua persa significa sorte; e a festa de Purim, ou sortes, tem referência ao tempo que tinha marcado Hamã pela decisão da sorte (3:7). Como conseqüência da célebre libertação nacional obtida pela providência divina contra as maquinações infames de Hamã, Mardoqueu ordenou aos judeus que comemorassem o acontecimento com um aniversário festivo que duraria dois dias, de acordo com os dois dias de guerra de defesa que tiveram que sustentar. Havia uma pequena diferença no tempo deste festival; os judeus nas províncias, tendo-se defendido no dia 13, dedicaram o dia quatorze ao festival, ao passo que seus irmãos em Susã, tendo prolongado a obra por dois dias, observaram a sua festa de ação de graças apenas do dia quinze. Mas isto foi corrigido pela autoridade que marcou o dia décimo-quarto e o décimo-quinto do mês de Adar. Chegou a ser um tempo de lembranças alegres para os judeus; e pelas cartas de Mardoqueu, distribuídas por todas as partes do império persa, foi estabelecida essa data como uma festa anual, cuja celebração até hoje se guarda. Nestes dois dias de festa os judeus modernos lêem o livro de Ester em suas sinagogas.
A cópia não deve ser impressa, mas escrita em pergaminho em forma de rolo e os nomes dos dez filhos de Hamã, estão escritos de uma maneira peculiar, sendo agrupados quais uns tantos cadáveres na forca. O leitor deve pronunciar todos os nomes de um só fôlego. Sempre que se pronuncia o nome de Hamã, faz-se um barulho nas sinagogas. Alguns batem o solo com os pés e os moços com martelos dão marteladas fazendo barulho. Preparem-se para seu “carnaval” por um jejum de três dias, imitando o de Éster, que no entanto, geralmente é reduzida a um só dia”.
LIÇÕES DO LIVRO DE ESTER
1. Embora que algumas vezes os bons sofrem e os maus prosperam, Deus finalmente inverterá essa ordem. Hamã, um cruel tirano, planejou a de Mardoqueu e de sua nação. Por fim Hamã foi desgraçado e Mardoqueu elevado.
2. O cuidado de Deus para com o Seu povo não é sempre um fato aparente, mas, não obstante isso, é eficaz. O nome de Deus não se menciona neste livro, mas as evidências de Seu cuidado e proteção são abundantes.
3. Deus vê de antemão e provê para cada emergência; com Ele nada sucede ao acaso. Deus previu desde o princípio a destruição que intentava contra
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seu povo, e providenciou para essa emergência. Uma pobre moça judia a ser rainha e desta maneira foi capacitada para salvar seu povo.
4. A providência de Deus faz uso dos mínimos detalhes. O incidente da insônia do Rei, sua idéia de que se lesse o livro das memórias, que o leitor fosse ler por acaso o relato do ato de Mardoqueu salvando a vida do rei, o fato de que o rei recebesse Ester ao apresentar-se sem ser chamado – todos estes acontecimentos, que em si parecem ser acidentais e insignificantes, foram usados por Deus para libertar seu povo.
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